domingo, 30 de agosto de 2015

Uma contribuição!
Entrevista feita realizada para o Lacaneando, a convite da querida profissional Patrizia Corzetto!



Albangela Ceschin Machado

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Como pensar a psicanálise e a prática psicanalítica na terapia de casal
A psicanalista Albangela Ceschin Machado fala sobre como as novas modalidades familiares têm influenciado no comportamento dos casais. Nesta entrevista, a especialista em família, casal e sexualidade aborda também questões afetas à sexualidade.

Lacaneando – O que é terapia de casal?

Albangela Ceschin Machado – A terapia de casal é uma abordagem decorrente da necessidade de alguns casais em lidar com questões de natureza conjugal em que a comunicação está comprometida. Existem fases no casamento, entendendo casamento como convívio diário de duas pessoas que escolheram dividir projetos de vida, afetividade e sexualidade, que podem estar deteriorando uma relação que tinha um funcionamento saudável e satisfatório para ambos envolvidos. Existem muitos exemplos: nascimento do primeiro filho, dificuldades financeiras, insegurança em relação às expectativas não correspondidas, falha de comunicação entre ambos, os quais podem ser motivos para que muitos casais busquem um setting terapêutico.

Lacaneando – Quais as queixas e demandas que você recebe em seu consultório? E quando optar pela terapia de casal?

Albangela Ceschin Machado – Existem diversos motivos que alavancam a iniciativa de um casal procurar ajuda. Podemos, para fins didáticos, dividir em três momentos: a) Casais mais jovens procuram ajuda por encontrarem dificuldade em lidar com os diferentes valores trazidos das famílias de origem e se sentirem incapazes de construir um novo projeto a dois com valores e crenças estruturadas nesta nova relação, porém, com respeito às individualidades. b) Casais com alguns anos de convivência se percebem desmotivados com a relação por conta do fim do encantamento inicial e com a dificuldade de encarar a maturidade da relação, isto é, a dificuldade de entender a necessidade de se agregar novos estímulos e entender que outros projetos são possíveis além da fase da paixão. c) Casais com longos períodos de convívio podem ter um desgaste na relação quando os filhos estão criados, os quais, muitas vezes, já saíram de casa, o chamado ninho vazio, a aposentadoria está chegando e o desejo sexual está abalado pelo cansaço dos anos de convivência. Em todas estas etapas da vida existem questões relevantes como mudança de papéis, insatisfação na qualidade da vida sexual, traição, depressão, dependência química e etilismo que podem estar presentes em qualquer etapa da vida do casal e com certeza trazem transtornos conjugais. Alguns problemas de saúde podem também implicar num desdobramento importante no funcionamento do casal:  depressão, estresse, acidentes vasculares incapacitantes,  acidentes traumáticos que levam a deficiência física, baixa qualidade de vida, disfunções sexuais, dentre tantos outros. Os casais podem e devem procurar a terapia de casal na tentativa de uma reorganização ou para entender o que ocorreu e ter uma separação respeitosa. Um processo terapêutico é importante na medida em que trabalha as mágoas, os ressentimentos, as sensações de fracasso e as escolhas inconscientes. Quando existem filhos é importante uma condução onde os mesmos possam entender o que está ocorrendo com os pais para que certifiquem-se de que a separação dos pais não prejudicará a relação de afeto materna e paterna, transmitindo, assim, segurança emocional para os filhos.

Lacaneando – A modernidade, as redes sociais, as novas modalidades familiares têm influenciado no comportamento dos casais?

 Albangela Ceschin Machado – Algumas novas questões da vida atual passaram a fazer parte de um cotidiano que em outros tempos não faria sentido. Pensando que a vida privada era uma atribuição do feminino e a vida pública uma atribuição do masculino, existiam demandas demarcadamente diferentes e que não se entrelaçavam. Hoje as pessoas, sejam homens ou mulheres, tem vidas públicas e privadas ao mesmo tempo, através do trabalho, das redes sociais, de grupos de amigos, de funções maternas e paternas etc. O estabelecimento de novos arranjos a partir das mudanças sociais (casamentos homoafetivos, famílias monoparentais, recasamentos etc) possibilitaram o surgimento de “novos jeitos “ de se relacionar. Apesar de tal surgimento, as demandas de afeto e desafeto são as mesmas de outros tempos, pois as mágoas, medos e inseguranças são atemporais. O ser humano sempre necessitou do olhar do Outro para constituí-lo em sua identidade, portanto, os valores, crenças, conceitos são sempre importantes, mas não invalidam a busca de identidade que é constituinte ainda na infância, e que vai ditar na idade adulta as escolhas que serão feitas, seja pela via do consciente ou do inconsciente. Quanto mais as pessoas fazem escolhas projetivas e inconscientes maior a possibilidade de se frustrarem e sofrerem. Num setting terapêutico o profissional tem que lidar com cada um dos envolvidos, são eles: um + um + nós dois =  nós três. Teremos então uma somatória de elementos a entender e muitas vezes desconstruir para poder reconstruir. A necessidade da atualidade de urgência em todos os aspectos da vida faz com que os casais tentem lidar com a dinâmica relacional no mesmo compasso, o que pode ser destrutivo se entendermos que ser um casal é um processo de construção constante e processual. Zygmunt Bauman descreve a liquidez das relações: o entendimento de urgência e adequação social faz com que muitas das vezes as escolhas entre parceiros sejam equivocadas e breves, decorrentes da tentativa de estabelecer parcerias no mundo globalizado deixando de lado questões que são fundamentais para a construção da intersecção conjugal.

Lacaneando – Você é especialista em Sexualidade Humana pela Faculdade de Medicina da USP. O que seria então uma terapia com enfoque na sexualidade?

Albangela Ceschin Machado – Trata-se de uma modalidade de atendimento terapêutico que visa obter soluções para uma demanda de casal pela via da disfunção sexual. Entendemos disfunções sexuais como queixas relativas à: baixa ou excesso do desejo sexual; transtorno da excitação; anorgasmia; dificuldade de ereção; ejaculação precoce (rápida); dispareunia; vaginismo. Estas são algumas das principais queixas de casais que referem precisar de ajuda nesta área. As disfunções sexuais podem ser de natureza orgânica, emocional e relacional. As questões relacionadas ao físico e orgânico tem sua natureza em questões de competência médica, enquanto que as questões emocionais e relacionais se remetem a atendimento com profissionais da saúde mental. Estamos falando de terapeutas sexuais, psicólogos, psicanalistas, terapeutas familiares e de casal dentre outros profissionais habilitados para atuar nesta área. Existem transtornos relacionados a abusos sexuais e violência sexual que necessitam de um atendimento que muitas vezes extrapola a terapia de casal e leva a um atendimento individual devido a sua natureza. O trabalho interprofissional é de fundamental importância nestes casos. Lidar com as disfunções sexuais não é apenas lidar com uma queixa desta natureza, mas entender porque um casal deposita na queixa sexual o resultado de uma dinâmica relacional insatisfatória. O terapeuta sexual vai auxiliar na descoberta desta forma de comunicação, para traduzir um sofrimento que se estruturou nesta vertente. Muitos destes profissionais trabalham com abordagem comportamental, com exercícios focados em mudanças da prática sexual. Muito embora seja um trabalho válido, não se pode descartar a necessidade de investigar o que está por traz deste comportamento, que é de fato a essência da disfunção na parceria afetivo sexual. Trata-se de um reflexo daquilo que não pode ser dito, não pode ser explicitado e ficou cristalizado num comportamento sexual simbolizado pela insatisfação e frustração, uma resposta ao recalcado.

Lacaneando – E quanto à sexualidade feminina e masculina, quais as queixas mais frequentes?

Albangela Ceschin Machado – Estudos atuais mostram que muitas mulheres têm queixas frequentes de falta de desejo sexual e dificuldade de orgasmo.Estes aspectos podem estar relacionados a fatores de natureza orgânica, emocional ou mista no caso da falta de desejo, muitas vezes esta queixa está relacionada à depressão, inabilidade da parceria, insatisfação na qualidade da relação, abusos, dentre outras causas. Já a anorgasmia, ausência ou dificuldade de orgasmo está relacionada a questões de entrega e confiança, o que pode ser traduzido numa dificuldade de se relacionar por questões psicológicas relacionadas a experiências na infância, adolescência ou mesmo na idade adulta por escolhas de parcerias não compatíveis. Quanto aos homens, estudos atuais demostram duas queixas principais. São elas: Disfunção erétil (dificuldade em ter ou manter a ereção): pode ter origem orgânica (diabetes, hipertensão, dentre outras doenças) ou emocional (ansiedade em relação ao desempenho, medo da parceira, dentre outros aspectos emocionais); na maioria das vezes é mista. Ejaculação precoce: Na maioria das vezes tem origem emocional (ansiedade em relação ao desempenho, ansiedade generalizada como estrutura psíquica, medo de machucar a parceira, resposta a uma insatisfação com a parceira, dentre outros aspectos emocionais).

Lacaneando – O que é família? Como entender a composição da família na pós-modernidade?
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Albangela Ceschin Machado – Na atualidade surgiu a necessidade de redefinir o conceito tradicional, as novas configurações retratam a urgência em fazê-lo objetivando contemplar todos os envolvidos num convívio e numa dinâmica de afeto. Na atualidade, a família é representada por novas estruturas:  recasamentos, escolhas alternativas de convívio (por exemplo  casas, cidades e até países diferentes), casais homoafetivos, adoções, gravidez precoce, fertilização in vitro, dentre tantas novas modalidades. Estes novos arranjos reportam a novas funções no contexto familiar e levam a refletir outras questões como as demandas legais, jurídicas e religiosas. A sexualidade e a procriação sempre tiveram sua autorização pela via do matrimônio; a atualidade descarta esta necessidade. Na atualidade pode-se pensar na sexualidade como algo da ordem do individual e a procriação da ordem do uniparental. Maria Rita Kehl argumenta em prol da família tentacular, conceito que pode caber nas questões vividas atualmente, pois desrotula conceitos saturados. Família tentacular contemporânea representa tudo que foi vivido, nomeia o ciclo vital e estabelece parâmetros verdadeiros pautados em sonhos e desilusões, projetos vividos e abandonados, filhos como representantes muitas vezes das vivências frustradas. Tudo isso é real, autêntico e valorizado como experiências validadas por escolhas conscientes ou inconscientes e retratadas na identificação de cada um no que o constituiu ou não. Questões familiares pautadas na autoridade estão em voga devido à reorganização familiar e distribuição de papéis dentro da mesma (pais, novos pais, padastros/madastras etc), conflitos frente às tradições e valores da família nuclear levam a uma dificuldade de estruturação dos envolvidos.Também se insere em tal problemática as instituições sociais que recebem crianças e adolescentes levados pelos responsáveis desejantes de delegar a responsabilidade dos filhos. Uma família estruturada é aquela que consegue ter indivíduos conscientes de suas escolhas, que não projetam suas frustrações e que conseguem passar valores e conceitos que realmente acreditam serem verdadeiros e estruturantes entre os seus. Respeitam a individualidade de cada um sem abandonar a conjugalidade e a familidade.

Lacaneando – O que são relações geracionais?

Albangela Ceschin Machado – As gerações são responsáveis pelos valores que sustentam maneiras de entender a vida, seja pela via da aceitação ou da contestação, auxiliando na construção de novas gerações ou engessando comportamentos, sendo responsáveis por vezes pelos sintomas familiares que dificultam as relações e paralisam o desenvolvimento de seus familiares. As relações geracionais são responsáveis pela passagem de formas de conduta e de padrões de comportamento, que podem  ou não agregar na constituição psíquica das pessoas: tem força de lei, trata-se do que é passado de geração para geração e,  romper com isso, muitas vezes é um exercício de rompimento com a compulsão a repetição.

Lacaneando – Você também atende adolescentes em seu consultório. Como você define adolescência? E quais as queixas mais frequentes?

Albangela Ceschin Machado – Trata-se de uma fase na qual o indivíduo tem que se entender com a criança que deixou para trás e se aproximar do seu adulto que é um sujeito desconhecido e ameaçador. Precisa contar com referências familiares e abandonar conceitos que o limitem de fazer experimentações para se autorizar a seguir em frente, construindo uma vida compensadora e lidando com suas incertezas. As principais queixas do adolescente são relativas a escolhas profissionais, a dificuldades de comunicação com os pais ou responsáveis e a necessidade de pertencimento a uma “tribo” que o represente. Algumas dificuldades tem uma demanda advinda daquilo que o jovem não aguenta sustentar e, por vezes busca soluções nas drogas que lhe darão a ilusão de sucesso em sua almejada conquista. Lidar com a sociedade atual e sua demanda cruel, principalmente para a menina, que se envolve no encantamento da perfeição, beleza e magreza, leva a escolhas destrutivas, principalmente se sua relação com a figura materna tem fragilidade emocional. São casos muitas vezes relacionados a bulimia e anorexia.

Lacaneando – Como pensar a psicanálise e a prática psicanalítica na terapia de casal?

Albangela Ceschin Machado – A psicanálise na clínica de casal traz a possibilidade de se fazer um reconhecimento do idealizado, de perceber que a fantasia é de si próprio em relação ao outro, e que o outro não dará conta das necessidades e desejos que gostaríamos ver satisfeitas.A crise se instala geralmente quando a fantasia de completude cai por terra. Falando de duas possibilidades: Paixão e Amor.
Paixão, uma idealização do outro, pode ser o desejo inconsciente de resgate de uma situação anteriormente vivida ou resgate de uma pessoa perdida, uma espécie de busca de uma figura importante do passado ou ainda uma espécie de fusão com o outro, sobras de um desejo narcisista da criança de ficar fusionado à mãe. Existe aí a necessidade de superação para transformação da paixão em outro tipo de afeto, podemos chamar de amor. O amor, precisa de outros ingredientes como confiança, respeito e admiração. É construído a partir da convivência de duas pessoas vinculadas por escolhas conscientes reconhecendo limites, diferenças e, principalmente, individualidades. A crise na relação de casal pode ter uma função estruturante: isto ocorre quando as vivências são compartilhadas com uma mutualidade da função de continência com capacidade de suportar perdas e lidar satisfatoriamente com novas possibilidades. O profissional que atende casais não é responsável por dar conta da união ou separação dos mesmos, que muitas vezes é a demanda dos casais que procuram ajuda, pois o psicanalista não pode ser depositário dessas expectativas. O profissional deve deixar claro que existe uma trama inconsciente que neste momento os conduz para uma crise e um desencontro, que nem sempre o desejo de mudanças é de ambos, o que pode colocar um casal em descompasso. Não existem soluções mágicas de resgate de um relacionamento, é uma proposta de investimento em algo que ambos acreditam que faz sentido. Não existe uma solução imediata, é um processo que leva tempo e é “uma caixinha de surpresas”. Na clínica é importante o profissional se haver com uma proposta que possibilite: um olhar entre o casal de não culpabilidade do outro pelo sofrimento na relação: que as escolhas podem, e são na grande parte das vezes, inconscientes; um momento de tomada de consciência do casal objetivando um encaminhamento para um novo arranjo da relação em bases diferentes das anteriores; uma conquista a lapidar. Outro aspecto relevante na clínica com casais é entender os vínculos. Avaliar a qualidade dos vínculos que existiu, existe e que poderá existir. Dentro da concepção psicanalítica de que o ser humano se constituí sempre a partir de um outro, a qualidade da relação que o adulto estabelece está ligado diretamente com sua primeira experiência, isto é, na relação da criança com sua mãe (ou com quem tem esta função materna). A experiência mãe/bebê que se estabelece, para a satisfação das necessidades orgânicas e principalmente afetivas, vão garantir um vínculo sadio com capacidade de empatia que será estruturante para a vida afora. Outro aspecto importante nas questões pertinentes ao casal é a capacidade de resiliência, isto é, a força interior do sujeito que contribui para a não desistência diante de situações difíceis e desesperadoras da vida. O trabalho analítico com um casal está findo quando os envolvidos se dão conta que ninguém é insubstituível, que existe uma procura por uma parceria que seja agregadora na relação, mas que seremos sempre incompletos na busca de algo que jamais nos completará.

Albangela Ceschin Machado é psicanalista (NPP – Núcleo Brasileiro de Pesquisas Psicanalíticas), especialista em família e casal (UNIFESP) e sexualidade humana (FMUSP).
e-mail: albangela@terra.com.br







Estivemos este sábado em Sorocaba, curso sobre casais!Foto de Andréa Freire.
Estivemos este sábado dando uma palestra no INPSI, uma experiência gratificante com um público interessado e participativo!

Foto de Andréa Freire.

Família quem são os integrantes?

Por: Albangela Ceschin Machado*

Família existe desde sempre, diz de um agrupamento de pessoas que por consanguinidade, genética, geracionalidade e afetividade se agrupam e constroem modos de viver e conviver.
As regras se dão de acordo com valores e crenças que podem ser promocionais ou paralisantes, dizem de possibilidades ou impossibilidades de vivências e de construção de novos relacionamentos.
Existem famílias que são rígidas, outras são agregadoras e existem também as indiferentes, todas estão inseridas num mundo de sujeitos que pensam e agem de diferentes formas, a riqueza de viver encontra-se na possibilidade destas famílias se mesclarem e buscarem aprendizado e crescimento com possibilidades de aceitação das diferenças.
Vivemos uma sociedade na atualidade muito perversa, onde o outro pouco importa, desde que EU tenha minhas necessidades garantidas as mazelas da sociedade são descartadas como não pertencendo a minha realidade.
As pessoas não se implicam com o cotidiano e sua realidade violenta, daí o medo se instala e todos se escondem, perdem a confiança entre os semelhantes e a tristeza aparece enquanto a alegria se esconde.
Família deve acima de tudo acolher, dividir, compreender e possibilitar mudanças que sejam benéficas e saudáveis, se cada família fizer a sua parte teremos um mundo melhor pois teremos sujeitos melhores!
* Albangela Ceschin Machado é psicanalista especialista em casal e sexualidade humana

Visitem o www.wmulhwer.com.br

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

AMOR

Albangela Ceschin Machado
Psicanalista


Amor é algo que nos surpreende quando menos esperamos, é um sentimento que surge e nos expõem nas nossas fragilidades, nos coloca frente ao desejo de generosidade e nos deixa muitas vezes emudecidos, vamos alimentando e cuidando desse amor como quem cuida de uma planta.

Vamos nos reinventando e multiplicando em possibilidades de doação e aprendizado, amar é um aprendizado diário que faz com que possamos construir uma cadeia de amizade e relacionamentos, na vida temos diversas oportunidades de experimentar este amor, seja pela via dos amigos, dos filhos, dos pais, dos amantes e por aí afora. Amor muitas vezes dói, mas ensina  que é um sentimento que pode ser vivido sozinho, a dois ou em grupo, depende só de você.

Amor começa tímido e vai crescendo a medida que você aprende a lidar com ele, é uma forma de crescer e amadurecer trazendo para perto de si pessoas, que vão se multiplicando neste desejo de continuidade e engrandecimento.

Para amar é preciso coragem, iniciativa e investimento, viver é ter também capacidade de vivenciar sabores e dissabores, sempre na crença da superação, da calma e da paciência!


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Tamanho do pênis: uma preocupação feminina ou masculina?

A preocupação com o tamanho do pênis é muito mais comum entre os homens do que entre as mulheres. Tal preocupação freqüentemente leva a ansiedade, podendo ocorrer na infância (é natural ocorrer a comparação entre os meninos), na adolescência ou na fase adulta. Também é freqüente a ocorrência de brincadeiras e piadas porém, dependendo do caso, tais brincadeiras e piadas podem criar conflito e insegurança para a vida sexual.

Deixando de lado os aspectos anatômicos de normalidade, um pênis flácido mede de cinco a dez centímetros de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção. A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande. Se aplicarmos tração manual, o pênis ganhará de dois a cinco centímetros. Masters e Johnson, dois estudiosos americanos da sexualidade humana (1966), verificaram que o pênis em ereção mede, normalmente, de doze centímetros e meio a dezessete centímetros e meio. No último encontro da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual, que ocorreu em agosto deste ano em Florianópolis, falou-se em uma medida variando entre onze a dezessete centímetros como medida dentro dos padrões de normalidade para um pênis em ereção.

Um pênis flácido menor do que quatro centímetros, ou um ereto com menos de sete centímetros e meio, devem ser considerados pequenos. Entretanto, encontramos pacientes que se aproximam desses valores e, ainda sim, tem uma ereção satisfatória, sem queixas no seu relacionamento sexual.

Existem algumas causas hormonais por desordem de funcionamento dos testículos ou da hipófise que podem interferir no desenvolvimento do pênis, bem como de todo órgão genital masculino. Nestes casos encontra-se desde o micro-pênis até a genitália ambígua. O pênis pode ser reduzido em conseqüência de traumatismos, queimaduras ou doenças adquiridas (como a doença de Peyronie - uma tortuosidade peniana). Tais causas são, geralmente, raras, sendo mais freqüente a insatisfação, por parte do paciente, com o tamanho do seu pênis, mesmo que o médico nada encontre de anormal.

Quando existe dúvida em relação aos padrões de normalidade o homem deverá procurar um especialista, neste caso um urologista, para ser examinado detalhadamente o que inclui presença e volume dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outros caracteres sexuais secundários. Se o pênis for considerado de tamanho normal pelo médico, o paciente normalmente necessitará de uma avaliação por um sexólogo, terapeuta sexual, psicólogo ou psiquiatra, a fim de pesquisar a verdadeira razão de sua queixa. Em sendo o pênis considerado pequeno e forem detectadas alterações hormonais, uma reposição com testosterona poderá ser indicada.

Tratamentos não cirúrgicos como aparelhos a vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética, pesos, não dão resposta satisfatória permanente. O tratamento cirúrgico envolve secção dos ligamentos suspensores do pênis, injeção de gordura no corpo do pênis (aumento do diâmetro) ou uso de retalhos cutâneos das coxas ou nádegas. Esses tratamentos não são isentos de complicações e algumas delas podem ser graves, tais como necrose dos retalhos, reabsorção de gordura e, também, a insatisfação do paciente. Além disso, os resultados desses tratamentos são pouco conhecidos na literatura médica.

Infelizmente alguns profissionais e muitos leigos pouco éticos se aproveitam da ansiedade e dúvidas dos pacientes, indicando, sem nenhum critério, tratamentos que mais visam onerar o paciente do que realmente uma orientação científica. Os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissionais qualificados os quais irão avaliar o caso, podendo ou não ser necessária uma opinião multidisciplinar.

O mais importante é que parceiros e parceiras sexuais conversem sobre suas expectativas e necessidades sexuais com naturalidade e sem cobranças, o sexo na vida das pessoas é ou deveria ser um benefício e não um problema.


Albangela Ceschin Machado, Psicanalista especialista em casal e sexualidade humana.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015






Vamos amar ou fazer sexo?

Por: Albangela Ceschin Machado
Terapeuta de casal


Parece que muitas vezes estamos no automático da vida, ela nos leva e esquecemos que temos que navegar segurando no timão, com o sexo é a mesma coisa.

A sexualidade tem função de procriação e prazer, mas nós que devemos escolher o que queremos e quando queremos, ninguém deveria impôr esta escolha, temos capacidade de entender o que nos traz realização e o que nos magoa.

A vida nos determina um tempo para procriar, mas o prazer é escolha nossa, sempre que fazemos o que não queremos estamos nos impondo uma violência, portanto, vamos refletir, para escolher fazer o que nos agrada.

A vida nos dá a oportunidade de ter experiências e são elas que nos darão conhecimento para fazer escolhas dignas e verdadeiras, muitas vezes entramos erroneamente no desejo de outros e não chegamos a lugar nenhum, quando não ficamos com um sentimento de vazio.

Cabe a nós mesmos seres pensantes refletir sobre a possibilidade de viver uma sexualidade saudável e com isso ter qualidade de vida, sexo é bom e faz bem, desde que praticado de uma forma que nos represente de fato e não machuque ninguém, sexo esta relacionado ao prazer,  respeito e admiração.

Ninguém tem a obrigação de saber o que nos agrada, portanto, a comunicação é um aspecto importante na prática sexual, precisamos dizer para nossa parceria o que e como gostamos de praticar a atividade sexual, é importante entender como esta parceria acha que é agradável para si, ninguém tem bola de cristal, então vamos conversar e esclarecer as dúvidas, os desejos e as expectativas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PAI

Por: Albangela Ceschin Machado




Um pai presente é aquele com que se pode contar com seu carinho e apoio nas alegrias e nas decepções da vida, é aquele que te diz que há luz no fim do túnel após uma longa caminhada cheia de obstáculos, é contar com a possibilidade de ajuda na escolha do melhor caminho, é o porto seguro, ele dá segurança nos momentos difíceis da vida e segura na tua mão.
É aquele que muitas vezes fica de escanteio pois não tem peito para amamentar, mas mesmo assim está alerta e participativo.
Pai não carrega o filho na barriga mas no coração e no pensamento, esta presente em todos os momentos que você pede, presente nas comemorações de formatura, casamento e nos momentos de perda e luto.
Não ficou com você nove meses mas te acompanhou durante o teu crescimento e torceu por você, te ensina desde pequeno que você vai conquistar seus desejos e te ensina a batalhar por eles.
Pai é aquele que te dá força e te diz vai que eu estou aqui quando você precisar.

terça-feira, 4 de agosto de 2015


Somos todos humanos!
Por Albangela Ceschin Machado 


Vamos pensar nas famílias da atualidade e nas novas escolhas, não importa se são rearranjos, escolhas homoparentais de família, ou ainda homo ou hetero afetivas, o que realmente importa é que sejam famílias construídas pela via da confiança do respeito e do afeto, aonde cada um possa ser verdadeiro e que o pré conceito não exista.
Vamos captar a importância do respeito aos nossos semelhantes, pois ninguém é dono da verdade e esta não é absoluta.
A história evolui,  nós humanos temos capacidade de entender que valores e culturas também caminham para outras vertentes diferentes das já vividas, ter uma mente aberta é crescer diariamente.