quinta-feira, 12 de maio de 2016













Clitóris, um pequeno grande instrumento.
Albangela Ceschin Machado

O clitóris ou clitoris é um ponto no aparelho genital da mulher que tem uma única função, dar prazer... aliás começa com um ponto e tem uma terminação nervosa extensa e longa, localizado na parte superior da vulva, sua glande possui por volta de 8000 terminações nervosas, por isso tanta sensibilidade ao ser tocado.
Algumas mulheres sentem constrangimento em se tocarem e com isso perdem a oportunidade de ter prazer, seja na relação sexual como na masturbação.
As mulheres nem sempre são orientadas da importância deste ponto, ele vai possibilitar um auto conhecimento do corpo e sensações de prazer durante a atividade sexual, porém, uma educação muito severa, crenças e tabus podem interferir nesta descoberta, existem mulheres adultas que nunca se tocaram.
É muito importante se apropriar do próprio corpo, as mulheres devem se conhecer e usufruir de seus direitos de uma vida sexual segura e satisfatória no pertinente as questões da sexualidade.
É fundamental se apropriar do próprio corpo e de suas verdades, precisam se sentir livres para falar de suas questões do feminino e de seus direitos frente ao abuso de algumas sociedades, as quais se sentem no direito de dispor do corpo da mulher.
Felizmente hoje a sexualidade é reconhecida como um dos vértices da qualidade de vida (OMS), portanto, deverá ser respeitada e valorizada em qualquer tempo e em qualquer idade.
O corpo de cada um é impar e tem suas peculiaridades que devem ser conhecidas e exploradas para posteriormente serem compartilhadas, com quem bem lhe aprouver, independente do seu gênero.
A mulher após a menopausa pode e deve continuar a manter sua vida sexual normalmente, existem algumas mulheres que se fecham para a vida sexual, por questões orgânicas como ressecamento vaginal, irritabilidade, dentre outras questões, no entanto, é possível contornar estes problemas e retomar a vida sexual sem problemas.

terça-feira, 3 de maio de 2016



Início da Vida Sexual das meninas/mulheres, como agir?

Deixar de ser menina e tornar-se mulher é um marco para todas nós mulheres, trata-se de  um período de alegria e entusiasmo, porém, exige responsabilidade e conhecimento sobre sexualidade.O diálogo entre a jovem e seus pais ou responsáveis é de  fundamental importância para garantir a manutenção da saúde, do equilíbrio emocional e de uma escolha consciente.
A iniciação sexual deverá ser tratada com transparência e sinceridade pelos pais, sem preconceitos e tabus, para isso estes pais ou responsáveis precisam ter uma sexualidade resolvida de maneira adequada sem medo ou ansiedade, pois isto poderá influenciar negativamente quando houver algum tipo de insegurança..

As crianças deveriam aprender sobre sexualidade da mesma maneira que aprendem sobre as questões do dia a dia. Trata-se de um  tema que não deve ser abordado de forma sigilosa, como se fosse proibido ou feio.

Existem questões como doenças venéreas, AIDS e métodos contraceptivos que devem ser conversados antes da jovem iniciar a vida sexual, assim estará mais informada quando achar que o momento é oportuno para se tornar mulher.

Falar de sexualidade é falar de prazer, respeito e maturidade.

O acompanhamento ao ginecologista é de fundamental importância, bem como acompanhar sua saúde de uma forma geral.

Questões como definição de seu objeto de desejo sexual é algo que pode ocorrer até por volta dos 27 anos, os jovens tendem a fazer experimentações com ambos os generos, por vezes se dizem heterossexuais, homossexuais ou ainda bissexuais, isto faz parte da vida e não deve ser reprovado ou censurado como por vezes acontece.

Viver a sexualidade plenamente é ter saúde, daí a importância de um bom encaminhamento por parte de pais e educadores.

Albangela Ceschin Machado
Psicanalista especialista em casal e sexualidade humana 

segunda-feira, 25 de abril de 2016








Masturbação, e aí?

A masturbação tem importância na vida dos jovens pois os ensina a conhecerem o próprio corpo, no entanto, é uma prática usual de satisfação sexual que acompanha as pessoas por toda a vida.
É natural que nem sempre exista uma parceria sexual ao longo da vida e o sexo solitário é uma forma de satisfação sexual possível e saudável, mesmo pessoas que tem relacionamentos estáveis ou parceiros usuais podem sim fazer uso da masturbação. Existem momentos onde aliviar estresse e tensão são realizados através da descarga sexual e não necessariamente precisam de uma parceria.
Não existe idade para a prática masturbatória, porém, esta prática não deve substituir a relação sexual em caso de escolha entre ambas, aí sim poderemos ter um comportamento vinculado a questões relacionais importantes que devem ser consideradas e avaliadas , dificuldades de troca, imaturidade emocional e sexual, experiências traumáticas, abusos dentre outros aspectos.
A masturbação não pode ocupar um espaço e um tempo na vida das pessoas que as faça abrir mão de afazeres e compromissos na vida. Por exemplo: faltar em uma reunião importante de trabalho em troca da prática masturbatória. Neste caso se faz necessário entender o que está acontecendo, verificar outras possibilidades de comportamento e buscar ajuda.
A atividade sexual nos acompanha por toda a vida, cada ciclo tem seu jeito de existir, na infância se tem uma fase de descobertas da própria sexualidade, na adolescência a descoberta do sexo compartilhado, diversificado e intenso, na idade adulta o sexo passa a ser praticado com menos intensidade e maior qualidade do que na adolescência, na envelhescência” o sexo tem uma função que além de energizadora é altamente gratificante pela experiência acumulada e pela maturidade na escolha, não serve qualquer coisa..., só serve aquilo que realmente satisfaz, o sexo é apurado, um deleite.

Albangela Ceschin Machado
Psicanalista (NPP)Terapeuta de casal (UNIFESP)
Especialista em sexualidade humana (FMUSP)

 
Tema: SEXO
Sub tema: sexualidade

terça-feira, 22 de março de 2016

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016







As Diversidades sexuais, vamos entender?
Por: Albangela Ceschin Machado

Os transexuais, os travestis, drag queens, crossdressers e homossexuais são denominações que muitas vezes são confundidas entre si e podem causar embaraço.

Este texto objetiva esclarecer em linhas gerais e resumidamente cada um destes conceitos.
Transexualidade refere-se à condição do indivíduo que possui uma identidade de gênero diferente da designada ao nascimento e apresenta uma sensação de desconforto ou impropriedade em relação à sua anatomia.
Dizemos que a identidade de gênero (saber-se homem ou mulher) não é congruente com o sexo anatômico, biológico. Este desejo está associado geralmente ao sentimento de mal-estar ou de inadaptação em referência ao seu próprio sexo anatômico e ao desejo de submeter-se a cirurgia e tratamento hormonal para tornar seu corpo o mais próximo do sexo desejado.
O homossexual tem sua orientação para um relacionamento com indivíduos do mesmo gênero que o seu, não manifesta inconformidade com seus órgãos genitais e seus caracteres secundários, nem deseja modificar seu corpo está satisfeito com o mesmo e com seu funcionamento.
O chamado travestismo de duplo papel (transtorno de identidade sexual no adulto ou adolescente, tipo não transexual) define o indivíduo que usa vestimentas do sexo oposto durante um período de sua existência, isto é, satisfazer a experiência temporária de pertencer ao sexo oposto, porém sem desejo de alterações corporais permanentes ou de submeter-se a uma cirurgia, a mudança de vestimentas não significa excitação sexual.
Importante entender que o transtorno de identidade sexual na infância se inicia antes da puberdade com intenso sofrimento e desejo de ser de outro sexo, existe uma preocupação intensa com as vestimentas e repúdio do próprio sexo, ocorre um isolamento social, muitas vezes aparece uma dificuldade no vínculo parental,  gera perturbações no senso de feminilidade e masculinidade, questões relacionadas as expectativas familiares geram dor e sofrimento em todos os envolvidos.
Dados estatísticos dizem que na adolescência um a dois terços ( no caso de meninos) acaba desenvolvendo orientação sexual homossexual já nas meninas é menos frequente.
A identidade de gênero é o conceito básico para entender a realidade de quem se sente diferente dentro do próprio corpo. A cirurgia de redesignação, contudo, não é fundamental para definir o gênero de uma pessoa, ela precisa viver o papel desejado, sentir-se socialmente inserida no universo.
Travestis são aqueles que tem uma vivência nas vestimentas, idealizações do feminino mas o uso do pênis para obtenção de prazer existe, algo que é impensável para os transexuais.
Drag queens são artistas performáticos que se vestem com roupas femininas, independente da sua identidade de gênero, para apresentações, shows dentre outros formas de expressão artística.
 Os chamados de crossdressers são  aqueles que usam roupas associadas ao gênero oposto no dia a dia por interesse ou fetiche.
O  Sistema único de Saúde (SUS) reconhece a importância de atender as pessoas desejosas de redesignação sexual, por isso desde 1997 a cirurgia foi normatizada pelo Conselho Federal de Medicina resolução 1.482/97.

 O tratamento do transexual envolve equipe multidisciplinar, são eles ( psiquiatra, psicólogo, endocrinologista, urologista, cirurgião plástico, assistente social), objetivando um diagnóstico de excelência.

Autorizado apenas em hospitais universitários ou públicos com extensa tradição de pesquisa.

A resolução 1.652/2002 do CFM revogou a lei anterior autorizando  também hospitais privados a fazerem cirurgias em indivíduos do fenótipo masculino que pleiteiam redesignação para o feminino, porém, o contrário ( a cirurgia do fenótipo feminino para o masculino) ainda está a cargo apenas dos hospitais públicos adequados para pesquisa.

Frente a estes esclarecimentos, ainda que resumidos, deve-se atender a expectativa de inúmeras pessoas que sofrem e que não necessariamente se enquadram em categorias previamente existentes, daí a importância da escuta analítica, que independe destas classificações acima apresentadas e se preocupa com o sujeito que busca ajuda.

O que mobiliza o trabalho psicanalítico é a dor e o desejo de quem procura  respostas diferentes daquelas que até então possuía.



Referências utilizadas:

Abdo, C.,Sexualidade Humana e seus transtornos, São Paulo, Leituramédica 2010.
Machado, A. C., Monografia para obtenção de título de psicanalista, Transtorno de identidade e gênero no discurso psicanalítico (revisão de literatura), 2013.
Organização Mundial de Saúde (OMS) CID 10, Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Família com Saúde está inovando!


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Assista, opine e vamos dialogar!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016


As mulheres e a auto estima no trabalho!
Albangela Ceschin Machado


O trabalho é algo fundamental para:
-        satisfação profissional;
-        satisfação  financeira.
Entretanto, o estresse que resulta das pressões no ambiente de trabalho pode ser a causa de problemas físicos e emocionais, como dores de cabeça constantes e baixa autoestima. Quando a mulher tem sua autoconfiança abalada, ela se torna ainda mais vulnerável às dificuldades e não consegue encontrar soluções eficientes, prejudicando sua produtividade e seu crescimento no trabalho.
A baixa autoestima faz a mulher acreditar que não consegue realizar as tarefas propostas, deixando-a insatisfeita com o seu trabalho bem como com a vida pessoal e familiar.
Algumas das características que indicam que a profissional apresenta problemas de autoestima são:  
- a não aceitação dos próprios erros;
- arranjar culpados para os problemas que surgem;
- falta de confiança na própria capacidade de evolução;
- falta de atenção às próprias aptidões e o medo da não aprovação no ambiente social e profissional.
A mulher com baixa autoestima, além de se prejudicar constantemente, pode vir a  prejudicar a produtividade da empresa.
Uma dica importante:  evite fazer comparações.
Isso diminui a competição no trabalho e proporciona uma visão de superação pessoal, eliminando a ideia de que para crescer na empresa é preciso superar os outros.
A comunicação aberta é uma das atitudes que contribuem para existir crescimento pessoal e agregar experiências.
A dupla e até tripla jornada de trabalho acaba colaborando para aumentar o nível de estresse e ansiedade, por isso existe a necessidade de avaliar as prioridades na vida e fazer escolhas.
Fazer escolhas significa que algumas necessidades terão que ficar para um outro momento, planejar a própria vida é de suma importância para poder alcançar metas e objetivos na vida.
O relacionamento é saudável quando se estabelece uma transparência na comunicação seja no trabalho, com filhos, parceiros, para que todos conheçam as expectativas que existem entre si e possibilidades de soluções satisfatórias.

Atitudes para elevar a autoestima

Outro ponto importante para resolver o problema da baixa autoestima é  trabalhar suas dificuldades e medos no sentido de se perceber e avaliar o que é produtivo e o que é destrutivo.
A profissional precisa reconhecer seus talentos para atestar seu valor e seu potencial produtivo.
Também é essencial que se aprenda com os erros – tudo na vida é experiência e pode ser utilizado para aprender e crescer.
O crescimento pessoal é favorecido quando se tenta encontrar o lado positivo de situações que são desagradáveis à primeira vista.
 É importante evitar lamentos e autopunições quando se comete um erro, neste caso o melhor a ser feito é analisar e buscar soluções.
Para manter a motivação profissional é aconselhável que a mulher ao identificar suas prioridades no trabalho e na vida, consiga fazê-lo sem  comparações com as outras mulheres.
Cada uma de nós tem suas questões pessoais e de fórum íntimo que não são iguais para todas, portanto, buscar sua própria satisfação pessoal e profissional faz com que a mulher seja autêntica.
Todas as mulheres vivem na atualidade uma realidade com muitas possibilidades, mas algumas se encaixam e outras, vai depender do estilo de vida, de valores pessoais e de crenças muitas vezes influenciadas pelo tipo de criação e formação.
Romper com conceitos pré estabelecidos é algo difícil pois muitas vezes é até inconsciente, por isso se faz necessário em alguns casos buscar ajuda profissional.
Todas as mulheres da atualidade tem se perguntado que caminho seguir frente as questões de trabalho e desejo de ter filhos, o que tem levado a mulher a ter filhos tardiamente, na Europa e USA existem pesquisas que dizem que algumas mulheres estão sendo mães com 50 anos, devido as possibilidades da fertilização in vitro; priorizando assim a carreira profissional, não existe certo ou errado, o que existe é a necessidade de poder fazer a escolha mais apropriada para cada uma, respeitando suas necessidades e desejos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016







O que o mundo quer?

Albangela Ceschin Machado


O mundo está lotado, tantas pessoas e demandas de todas as ordens, religiosa, política, social, econômica dentre tantas outras. Todos querem tudo e me pergunto o motivo de querer tanto e dar tão pouco, num mundo egoísta, extremista e radical o que importa é vencer e não agregar, construir e ajudar.
O que fazemos no sentido de unir e ajudar? Vivemos o momento de pódium, temos que ser os vencedores, vencedores do que? Para que?
Esta necessidade de grandeza nos faz esquecer o quanto somos pequenos e desprezíveis frente ao universo imenso que existe e que desconhecemos totalmente, a necessidade de poder nos cega, pensamos em ser o que jamais seremos por uma questão de realidade, somos um grão de areia numa imensidão.
Pena, sinto pena desta guerra de vaidades e de poder, pessoas pequenas e sem noção do real.
Triste ver como ainda somos primitivos apesar dos avanços tecnológicos, que talvez não sejam nada diante de outras possibilidades do universo.
Nós seres humanos precisamos acordar desta ilusão de centro do universo e senhores de tudo.
A vida acontece apesar de nós!!! Ainda bem... Feliz 2016.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

  • Família com Saúde: é um local que abre espaço para discutir família, casal e sexualidade, o cotidiano é repleto de ações que são representadas pelas experiências vividas através do desenvolvimento psico social de cada um, existir e se tornar sujeito está ligado à ter sido nomeado e desejado por alguém; este alguém que nos apresentou ao mundo e nos fez ir além de um corpo apenas!

  • As relações se estabelecem desde que estamos no ventre materno, nossas vidas têm tem uma trajetória que vai delinear quem somos numa construção constante e intermitente, seja pela via do amor ou desamor vamos existir.

  • Cabe entender o motivo pelo qual reagimos à determinadas situações com maturidade ou com insegurança e medo, tudo está relacionado ao fato de termos vivido arranjos afetivos vindos de vínculos agregadores, evitativos ou ansiosos.

  • As nossas escolhas serão fruto das experiências vividas com aqueles que desempenharam funções maternas e paternas e nos validaram ou não para a vida enquanto sujeitos.

  1. Albangela Ceschin Machado

domingo, 3 de janeiro de 2016



 Atitude





Iniciamos um novo ano, seja pelo ritual ou pela simbologia estamos revendo possibilidades, reorganizando projetos, corrigindo falhas, tentando ter atitudes diferentes para situações que nos prejudicam.

Resiliência é importante para que possamos avançar em nossa conquistas, deixar para traz comportamentos que não agregam e valorizar a auto estima, pensar em nos relacionarmos uns com os outros com mais tolerância e acima de tudo respeito vai nos engrandecer.

Bom ano novo para todos!


 2016



Feliz 2016, que haja respeito, ética e resiliência em nossas atitudes!